Nova droga oferece maior controle em casos de câncer de mama

Tratamento reduz efeitos colaterais e apresenta resultados promissores.

Redução dos efeitos colaterais, menor toxicidade e maior eficácia no controle da doença. Recentemente aprovado no Brasil, o T-DM1 (trastuzumabe-emtansina) é utilizado no tratamento de câncer de mama do tipo HER2 positivo, com excelentes resultados.

Segundo a oncologista clínica do Centro de Oncologia do Paraná, Débora Gagliato, a nova droga foi muito melhor tolerada que o tratamento padrão anteriormente oferecido às pacientes. Com menos toxicidade, principalmente gastrointestinal e de pele, a nova droga inclusive evita a queda de cabelo.

“Na oncologia clínica, com novas pesquisas e no intuito de melhorar os desfechos das nossas pacientes, é frequente descobrimos tratamentos que possuem eficácia maior, mas acarretam em mais efeitos colaterais para as pacientes.

No entanto, no estudo que demonstrou a eficácia do T-DM1, observou-se também que a nova droga foi muito melhor tolerada que a combinação de capecitabina e lapatinibe utilizada no tratamento de mulheres com câncer de mama HER2 positivo avançado que progrediram ao uso de trastuzumabe, explica.

Uma das razões positivas do tratamento está relacionado com a possibilidade de uso prolongado da droga, diferente do período reduzido permitido pela quimioterapia tradicional.

“Com a quimioterapia tradicional, muitas vezes o período de tempo que conseguimos utilizar o tratamento é limitado, pois as pacientes acabam evoluindo com efeitos colaterais importantes, os quais tendem a acarretar redução de dose e até mesmo suspensão do tratamento, o que pode comprometer o controle da doença.

Os efeitos adversos secundários ao uso de T-DM1 geralmente são brandos, sendo que aqueles que possivelmente poderiam limitar seu uso, como a queda de plaquetas e a toxicidade ao fígado, são bastante infrequentes ”, afirma a médica.

O que também garante o alto nível de segurança é a liberação da quimioterapia diretamente no interior da célula doente que expressa o HER2, e a preservação das células saudáveis.

A nova droga é considerada um dos maiores avanços no combate ao câncer de mama das últimas décadas.

Trata-se de um anticorpo conjugado com a quimioterapia. A quimioterapia só consegue penetrar nas células que expressam o HER2, e uma vez dentro da célula, a quimio causará a morte da célula doente.

Fonte: O Debate

Caso não consiga fazer o download pelo botão, faça-o por aqui.

Você também vai se interessar por...